sábado, 26 de março de 2011

Projeto H.A.A.R. P - A arma

     Alguém já ouviu falar do projeto norte americano H.A.A.R. P ((High Frequency Active Auroral Research Program) em português Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Freqüência)? Para aqueles que não ouviram falar, é projeto com o propósito oficial de "entender, simular e controlar os processos ionosféricos que poderiam mudar o funcionamento das comunicações e sistemas de vigilância". Mas por ser produto americano, já sabe os verdadeiros fins... Será que tal projeto é uma arma? Será que os verdadeiros terroristas vivem na America do norte? Será mesmo que quem vai acabar o mundo, vai ser o mundo em geral ou apenas um país que vive das guerras e dos interesses políticos de outros lugares? Essas perguntas têm respostas, não sei, mas se tiver alguém não quer responde-las.
     “Existem especulações de que o projeto H.A.A.R. P seria uma arma dos Estados Unidos, capaz de controlar o clima provocando inundações e outras catástrofes. Em 1999, o Parlamento Europeu emitiu uma resolução onde afirmava que o Projeto H.A.A.R. P manipulava o meio ambiente com fins militares, contestando uma avaliação do projeto por parte da Science and Technology Options Assessment (STOA), o órgão da União Européia responsável por estudo e avaliação de novas tecnologias. Em 2002, o Parlamento Russo apresentou ao presidente Vladimir Putin um relatório assinado por 90 deputados dos comitês de Relações Internacionais e de Defesa, onde alega que o Projeto HAARP é uma nova ‘arma geofísica’, capaz de manipular a baixa atmosfera terrestre.” – Trecho de uma pesquisa realizada pelo site Wikipédia.
     Eu estou falando sobre isso hoje, pois ao ver o que estava acontecendo no Japão, por um momento pensei que fosse até o fim do mundo, devido ao ano de 2011, um ano antes 2012 (ano previsto para o fim do mundo de acordo com o calendário Maia). Mas ao conversar com um professor de física, ele me falou do projeto citado à cima e disse de umas gravações feitas momentos antes do terremoto que por sinal foi o mais forte registrado na Terra onde aparece umas “Auroras Boreais” no céu do Japão de dia, ai você deve estar pensando “Hã? E daí, auroras são bonitas, e o que isso tem haver com terremoto?” Bom uma coisa concordo auroras são bonitas desde que sejam efeitos naturais, mas não produzidas pelo homem, há e auroras só aparecem de noite, e eu não sei muito de geografia, mas sei que o Japão não é lugar de aparições de auroras boreais! Então voltando ao assunto, graças ao nosso amigo o Sr. Smurf, ele achou um vídeo no Youtube que explica essas aparições de que falei no Japão e também explica sobre o projeto americano, ou seja, o vídeo é completo – eu aconselho que assistam e divulguem.  
 Fonte da pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/High_Frequency_Active_Auroral_Research_Program
 Leiam e repassem!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pequenas estórias

Locais de viagem são antes de tudo templos da efemeridade, do ir e vir sem aparente motivação , sem possibilidades de descoberta. Estórias de vida que se cruzam em um instante e depois esvanecem, não são mais. O breve instante onde minha energia vital cruza a de outro e depois vem o nada , não somos mais, não somos mais reais um para o outro. Ás vezes fica um cheiro, um contato, um abraço , um beijo. Na maioria das vezes fica o nada , o espaço vazio, a ausência. Mas as vezes, tudo pode ganhar um contorno único e um momento perdido , transforma-se numa estória.
Cheguei meio perdida no aeroporto de Porto Alegre . Estava chegando de uma cidade próxima e teria que pegar um vôo na sequência. Não conhecia esse aeroporto ,nem mesmo a cidade, estava voltando para casa ,havia a sensação de transição e a expectativa para chegar logo . Entrei na fila meio sem saber se era a certa para o chek-in , perguntei a uma outra senhora se aquela era a companhia certa. A senhora confirmou e nos calamos. Ninguem reparou em ninguem e continuamos em silêncio.
Vozes de outras pessoas começaram a fazer sentido naquela fila interminável e foi possível perceber as estórias ao redor . Percebi o grupo de enologos. Havia um rapaz e uma moça, possivelmente namorados e um terceiro homem. Falavam alegremente sobre vinhos e degustação. Pareceu que a moça iria fazer uma viagem para fora do país, algo haver com vinhos. Portavam taças elegantes de vinho e bebericavam sem muita preocupação.Pensei em futilidades e que aquele grupo nao me interessava muito. Talvez não sentisse sinceridade nas pessoas, nas falas , nas situações. Alguma coisa soava forçada, sem alegria verdadeira. Essas são percepções tão subjetivas que podem estar corretas ou absolutamente falsas . De qualquer forma aquele grupo me cansava.
Para me distrais teço algum comentário sobre a demora na fila e uma senhora elegante me responde. Havia fragilidade na sua pessoa. Olho uma segunda vez para ela. Bonita, com um olhar doce, inteligente. Vestia-se com simplicidade , mas com elegância. Começamos a conversar sobre banalidades, para onde vou , onde moro, etc. Pergunto para onde ela irá viajar , mas ela responde que é sua filha que esta viajando . Reparo na moça a minha frente. Jovem, com a cara meio emburrada, ou pelo menos me pareceu naquele momento. A mãe me conta meio em segredo , que a filha está embarcando para o Rio de janeiro e que depois irá para Paris. Ela fará Doutorado e ficará fora por quatro anos. Percebo , então, a tensão do momento, as vozes embargadas, a cara emburrada. Fico junto da mãe sem fazer comentários , apenas absorvendo o momento. É raro presenciar situações como essa , um Amor que parte e não temos palavras para dizer adeus, não temos o que dizer porque tudo se transforma em nada. Existe a saudade eminente, a separaçao, a distância .Parece um fardo pesado de carregar , de manter.
As duas parecem presentir que a relação em si jamais será a mesma, quando se reencontrarem os olhares serão diferentes, haverá uma muralha entre elas. Uma muralha de momentos não compartilhados, de sonhos não vivenciados juntos, de outras pessoas, de amores , de amizades. Terão segredos não confessados ou escolherão o que contar uma a outra. Não será mais a convivência que construirá o relacionamento , mas a versão dos fatos que cada uma escolherá para contar, ou partilhar.
Serão sempre mãe e filha , mas a relação em si, naquele exato momento , passava por mais uma transformação , dentre tantas que já haviam acontecido e que viriam a acontecer . Os relacionamentos , assim, como as pessoas, transformam-se ao longo do tempo, não são imutáveis ou congelados em fotografias, em situações . Os papéis vão mudando e cada um vai descobrindo o seu novo lugar , a sua nova perspectiva. Algumas vezes eles não sobrevivem as mudanças e morrem. Parecia não ser o caso que observava naquele momento. Havia aquela liga que mantém as pessoas juntas, havia Amor, cuidado, respeito, havia emoção no ar, era quase possível tocar os sentimentos .
Mudar sempre leva a algum sofrimento, pois é o momento da escolha , de dizer qual caminho quero para mim. È o momento de se assumir, de correr riscos. Não culpar os outros pelos nossos erros . È o momento precioso de crescer , de amadurecer, me lembra um pouco os amanheceres. O sol chegando devagarinho em meio a escuridão, iluminando , aquecendo .
Duas mulheres paradas em uma fila de aeroporto esperando o momento de seguirem seus caminhos tudo encharcado nesse setimento doloroso que se chama separação. Hoje estou aqui e amanhã não mais.Quase pude sentir um cordão umbilical imaginário sendo cortado. As duas sangrando, lutando para não sentir a dor latente, a dor presente. Com certeza vão sobreviver - pensei, mas que doí , doí.
A moça do chek-in falou próximo e as duas se foram , com um suave adeus e meus pensamentos retornaram a realidade , a ansia da viagem, a expectativa do retorno. No íntimo desejei boa sorte as duas.
E essa é a minha opnião feminina.